13/11/09

UM POETA NO CÉU - MORRE JORGE REHDER



Depois de uma dura batalha contra o câncer, faleceu na madrugada de sábado para domingo, 8 de novembro, o compositor evangélico Jorge Rehder. Um homem que marcou a história da música protestante brasileira. Das mais de 130 canções que o poeta compôs e gravou, estão “Barnabé”, “Rei das Nações”, “Em todo tempo”, muitas delas gravadas pelos Vencedores por Cristo e Grupo Logos. Além de suas canções, Jorge Rehder tem parcerias de composições com Guilherme Kerr, Nelson Bomilcar, João Alexandre, Carlos Sider e Jorge Camargo. Deus convidou Jorge para compor canções ao lado de compositores que também escreveram com raríssima propriedade sobre o verdadeiro Evangelho de Jesus, tais como Janires (falecido em 1988) e Sérgio Pimenta (1987).

Rehder tinha 54 anos e fazia parte da equipe pastoral da 1ª Igreja Evangélica Projeto Raízes, no bairro de Pompéia, em São Paulo, onde também coordenava o Ministério de Louvor daquela congregação. Ele foi um dos grandes nomes do Vencedores Por Cristo (VPC), onde iniciou sua carreira musical. Fundado no final da década de 1960 pelo pastor americano Jaime Kemp, recém chegado ao Brasil na ocasião, o VPC mudou para sempre a cara da Igreja Brasileira, com composições, letras e arranjos brilhantes de um grupo de “poetas geniais”. Rehder nasceu em 1956 em São Paulo e trabalhava como dentista. Era também um dos fundadores da Associação de Músicos Cristãos (AMC). Há anos participava como palestrante do Seminário de Adoração, Louvor e Música (Salmus), onde falava freqüentemente sobre Relacionamento e Liderança na equipe de Louvor.

O CD solo lançado em 2008, Porto Esperança (acompanhe abaixo o vídeo), marcou seus 35 anos de ministério. Jorge era casado com Marilda e pai de duas jovens, Marina e Carol. Foram elas e toda sorte de amigos que o acompanharam na descoberta da doença, um câncer de próstata, e depois quando o tumor atingiu o estômago. Desde sua morte, tem surgido centenas de homenagens na internet.

As composições de Jorge deram um toque especial a minha caminhada espiritual. Em muitas viagens de 10, 12, 14 horas de vôo muitas de suas composições me ajudaram a repensar a vida e a me aproximar de Deus. Jorge Rehder representou o melhor de um artista cristão. Sua vida não foi em vão. Suas composições também são imortais.

"É bom saber que um dia a gente vai se ver de novo”. Um de seus parceiros musicais mais freqüentes, o também compositor Nelson Bomilcar, disse durante o culto de sepultamento de seu amigo (realizado na sede do Projeto Raízes na tarde de segunda-feira, 9 de novembro), que “a Associação dos Poetas Verdadeiramente Vivos está aumentando lá no céu”.

Diversos nomes respeitados da música evangélica no país, dentre esses Gerson Ortega e Adhemar de Campos, também estiveram na cerimônia fúnebre. “Havia aceitação da vontade de Deus, mas muita tristeza entre todos. Ele era muito querido, mesmo!” disse um dos presentes.

Acessando o site de Nelson Bomilcar, você poderá conhecer um pouco do pensamento de um dos servos de Deus mais talentosos que pisou nessa terra, ouvindo suas palavras durante uma entrevista concedida ao amigo Bomilcar em 2005. Entre outras sábias palavras, Rehder repreende o músico que julga ter um ministério superior a qualquer outro na Igreja.

Nelson Bomilcar diz: "Abro neste espaço um momento para uma curta nota e comunicado. Jorge Rehder, querido amigo, irmão, pastor e compositor dos maiores da história da música cristã brasileira se foi para os braços do Pai. Foi promovido à presença eterna do Senhor."

Extraído de Bíblia World Net.
Via SDG - Soli Deo Gloria
http://pss777.blogspot.com/

04/11/09

E Se... - Stenio Marcius

02/11/09

Onipotência

Fonte: Blog do Orlandelli
http://blogdoorlandeli.zip.net/

Conhecemos o evangelho de Cristo?

Por Nani

Hoje deveria ser um dia especial, afinal em 31 de outubro de 1517 Lutero fixou suas 95 teses em Wittenberg.
Deveria ser especial, mas tenho dúvidas se realmente é.
Muito tem se falado da necessidade de uma nova Reforma. Acho que, na verdade, precisamos somente é ter o mesmo objetivo do século XVI: trazer o evangelho de Cristo novamente ao mundo. Você poderia dizer: Ah, Nani, mas o mundo já é evangelizado... E eu lhe respondo: Com qual evangelho?
Se o verdadeiro evangelho estivesse na mente e no coração das pessoas, as lutas que os reformadores enfrentaram seriam diferentes das nossas. Mas não são! Hoje ainda lutamos contra:

* a salvação pelas obras. Em nossa época, o eixo do paraíso mudou: saiu do céu para este nosso mundinho capitalista. Portanto, tentar se safar das dificuldades impostas pelo mundo (leia-se ser milionário) mediante pagamento ao pastor, é comprar salvação! A diferença da mentalidade medieval é que você usufrui as bençãos do paraíso capitalista antes de morrer. Isso sem contar ofertas "voluntárias" para ter seu nome escrito no "livro da vida" ou para não perder a salvação...

* as indulgências. Quem acha que vender o prego da cruz de Cristo é diferente de comprar réplica da arca da aliança, está enganado! O artifício é o mesmo, só que na Idade Média as pessoas tinham bem menos conhecimento disponível sobre a Palavra e um pouco mais de vergonha na cara.

O antídoto: como sempre o evangelho de Cristo. Mas que evangelho é este? Deixo para Paul Washer responder essa pergunta:


Fonte: Nani e a Teologia
http://nanieateologia.blogspot.com

01/11/09

Última resposta de Jó a Deus



"Então, em resposta ao SENHOR, Jó disse: "Eu reconheço que para ti nada é impossível e que nenhum dos teus planos pode ser impedido. Tu me perguntaste como me atrevi a pôr em dúvida a tua sabedoria, visto que sou tão ignorante. É que falei de coisas que eu não compreendia, coisas que eram maravilhosas demais para mim e que eu não podia entender. Tu me mandaste escutar o que estavas dizendo e responder às tuas perguntas. Antes eu te conhecia só por ouvir falar, mas agora eu te vejo com os meus próprios olhos. Por isso, estou envergonhado de tudo o que disse e me arrependo, sentado aqui no chão, num monte de cinzas." JÓ 42.1-6

Jonh Piper - Você Irá Sofrer.



Fonte: Pr. Julio Soder

http://prjulio.blogspot.com/


31/10/09

A MINHA ESPERANÇA PROTESTANTE

Antonio Carlos Costa
A presença de cristãos protestantes no nosso país me enche de esperança. Tenho motivos de sobra para isso. O verdadeiro protestante é um homem da Bíblia. E o contato com esse livro faz o ser humano sonhar e ansiar por se livrar de qualquer espécie de algema que o prenda. O cristianismo remete quem compreendeu e abraçou sua mensagem para a luta em favor da justiça. Nesse sentido, o movimento protestante é a vertente da fé cristã que melhor soube encarnar a essência do evangelho.

A história mostra que por onde o protestantismo passou (especialmente o calvinista), com raríssimas exceções, houve avanços em todas às áreas da vida. Na área da educação os protestantes erradicaram o analfabetismo, fundaram colégios e universidades. As universidades de Yale, Harvard e Princeton, por exemplo, foram fundadas por protestantes calvinistas. Na política os encontramos entre os maiores defensores de governos democráticos, edificados sobre leis justas e de espírito republicano. Mesmo um homem como Rousseau foi levado a reconhecer este fato ao falar sobre a vida do maior teólogo protestante, João Calvino: "Enquanto o amor à pátria e à liberdade não for extinto entre nós, jamais a memória deste grande homem cessará de ser uma bênção". Basta olhar para a história da Holanda, Inglaterra e Estados Unidos para comprovarmos o fato indiscutível de que essa fé tem produzido liberdade e defesa dos direitos humanos. No campo das artes embelezaram a vida com as composições de Bach e os quadros de Rembrandt. No campo da ciência fundaram a Royal Society de Londres e dominaram a Academie des Scienses parisiense durante o período de 1666 a 1883. Sucessivas pesquisas mostram que tanto as ciências físicas quanto as biológicas eram dominadas por calvinistas durante os séculos 16 e 17.

Não me envergonho de dizer que parte da minha esperança quanto ao futuro do Brasil, reside nesse crescimento de igrejas protestantes em todas as nossas cidades.

Se o protestantismo histórico brasileiro for mais fiel às suas origens, os milhares de pentecostais conhecerem o que houve no século 16 mediante o trabalho de Martinho Lutero e João Calvino, com a graça de Deus a probabilidade é grande de espantosas mudanças sociais ocorrerem no Brasil.
Antonio Carlos Costa é pastor da Igreja Presbiteriana da Barra e presidente do Rio de Paz
Fonte: Genizah

Reforma sim, Roma não!


Robinson Cavalcanti

O calendário do Livro de Oração Comum Brasileiro (LOCb) da Diocese do Recife – e da grande maioria das Igrejas evangélicas do nosso País – registra hoje a celebração do Dia da Reforma. Nesse ano em que comemoramos os 500 anos do nascimento de João Calvino, somos lembrados do fato de que a Reforma Protestante do Século XVI foi um dos mais importantes capítulos da História da Igreja, e que o 31 de outubro de 1517 foi um dos dias mais significativos desde o Pentecostes.

A comunidade protestante cada vez mais crescente da América Latina deve sua existência ao trabalho sacrificial de missionários, dos séculos XIX e XX, motivados pelas convicções e mensagem dos reformados. A denúncia e a ruptura dos “desvios, erros e superstições” da Cristandade, a afirmação da supremacia das Sagradas Escrituras, que todos devem ter a liberdade de ler, a recuperação da mensagem apostólica da salvação unicamente pela Graça recebida pela fé em Jesus Cristo como Senhor e Salvador, e o sacerdócio universal de todos os crentes, constituem um tesouro verdadeiro, valioso e inegociável.

A América Latina, por um lado, com uma Cristandade tradicional nominal e sincrética, é, por outro lado, um continente credal, e sua comunidade protestante, em quase sua totalidade, é ortodoxa, e continua a crer que os erros e desvios doutrinários dos ramos não-reformados da Igreja, no Oriente e no Ocidente, permanecem inaceitáveis. Compreendemos o sofrimento espiritual dos cristãos que vivem no espaço euro-ocidental marcado pela influência destruidora – espiritual e moral – do Liberalismo revisionista, e aos mesmos afirmamos a nossa solidariedade.

Em nosso continente o Liberalismo nos chegou, principalmente pela Igreja de Roma, via Teologia da Libertação. Das 600 mil pessoas que deixam a Igreja de Roma anualmente no Brasil, a grande maioria não se torna secular, ou adere a religiões não-cristãs, mas, pela experiência libertadora no novo nascimento, se converte a Cristo no contexto das Igrejas reformadas, tanto históricas quanto pentecostais.

Como anglicanos brasileiros, reivindicamos a memória o sangue dos mártires, como Cranmer, Latimer e Ridler, e a herança da paixão reformada missionária dos pioneiros nesse País, como nosso primeiro bispo Lucien Lee Kinsolving. A crise por que passa o Anglicanismo hoje não se solucionará com o retorno ao outro lado do rio Tibre, mas ao cruzar a ponte do rio Cam(bridge), aos apaixonados debates da Taverna do Cavalo Branco. Devemos nos tornar mais protestantes, e não menos. Reforma Sim, Roma Não! “Castelo Forte é o nosso Deus!”.

Fonte: Pavablog

30/10/09

Lágrimas pelo Evangelho



Edemir Antunes

Quando os seus esforços para promover o perdão, a unidade, o cuidado, a reconciliação e o entendimento a partir do Evangelho não dão resultados... ame, acarinhe e ore mais em favor das pessoas embrutecidas por suas escolhas, seus pontos de vista, orgulhos e vaidades. Não se abalem. Não cedam ao mal. Não se prestem a abusarem do poder. Mantenham-se fiéis a Jesus Cristo e não a estes “cristinhos” canalhas, barganhadores e ridículos forjados por estas “igrejinhas” medíocres, sacrificialistas, punidoras, descompromissadas e distantes de Deus. Abram seus corações ao Espírito Santo e Ele lhes dará consolo, alegria e força. Guardem seus corações no Senhor. Ele enxugará dos seus olhos toda lágrima. Permaneçam firmes Naquele que é o Caminho, a Verdade e a Vida.

Graça, paz e bem!

Fonte: Ademir Antunes
http://edemirantunes.blogspot.com/

29/10/09

Sagrado - Rede Globo

25/10/09

Zagueiro do Evangelismo



Colaboração: Sue Lyn e Érico

21/10/09

Super Ultra Crente

Fonte:Karapuça
http://karapuca.blogspot.com/

19/10/09

Sociólogo diz que crescimento evangélico ajuda na melhora dos índices de desenvolvimento social no Brasil

Por Marcelo Dutra

Muito se fala hoje de um Evangelho Integral, que aborde o ser humano não apenas como uma alma a ser conquistada para o Reino de Cristo e, assim, livrá-la do inferno, mas também que seja uma prática cotidiana que se preocupe com o meio ambiente em que este ser vive, com seus relacionamentos, com sua presença neste mundo e com o que este "agente nada secreto" de Deus faz para transformá-lo em um lugar melhor para se viver. Se o Evangelho corresponde às boas novas de Deus, a evangelização é o anúncio de um reino cujas premissas são precisamente essas boas novas. Logo, um evangelho concebido parcialmente gera uma evangelização e, por conseguinte, uma missão também parciais. Fato é que, mesmo que algumas congregações dêem ênfase apenas às outras facetas da Palavra de Deus, o crescimento inédito dos evangélicos no país, nos últimos 20 anos, pode estar contribuindo com mudanças sociais significativas. Divulgada em 9 de outubro pelo IBGE, a mais recente “Análise das condições de vida da população brasileira – 2009” - publicação que reúne indicadores sobre a realidade social brasileira, com informações sobre aspectos demográficos, educação, trabalho e rendimento, domicílios, famílias e grupos populacionais específicos – aponta uma melhora considerável em vários aspectos da vida dos brasileiros. E a participação do segmento evangélico nesse processo não pode ser desprezada. Para o sociólogo Alexandre Brasil Fonseca (pós-doutorado pela Universidade de Barcelona, na Espanha), a participação evangélica mais efetiva neste processo pode ser observada na alteração de certas políticas públicas.

"É um segmento socialmente organizado, que argumenta e luta por suas opiniões. É inegável que isso traz benefícios sociais. Com isso, não é um fato desprezível a histórica participação evangélica em Conselhos de Direitos Civis, nos últimos anos como por exemplo: O Conselho Nacional de Assistência (CNAS), o Conselho Nacional de Juventude (Conjuve), que tem três organizações evangélicas bem represntadas, e o Conselho de Segurança Alimentar e Nutricional (Consea)" argumenta Alexandre. Para o sociólogo, o aumento do salário mínimo e a bolsa família são o reflexo dessas políticas públicas, centradas no ser humano, fundamentais para o processo de melhoria nas condições de vida dos brasileiros.

O futuro parece ser ainda mais promissor. Uma das mais importantes revistas do país, a Época, da Editora Globo, publicou recentemente uma série de matérias com previsões para o Brasil em 2020. O crescimento evangélico é abordado em uma das matérias. Baseado em dados estatísticos do SEPAL, "estima-se que 50% da população brasileira poderá ser evangélica" daqui a 11 anos. Para a revista, "a influência evangélica em 2020 contribuirá para a diminuição no consumo do álcool, o aumento da escolaridade e a diminuição no número de lares desfeitos, já que a família é prioridade para os evangélicos.”

Fonte:Agência Soma
http://www.agenciasoma.org.br/

A maldição da CULPA

Jonh Piper
Em 26 anos de pastorado, o mais perto que eu havia chegado de ser demitido da Igreja Batista Bethlehem foi em meados da década de 1980, depois de escrever um artigo intitulado Missões e masturbação para nosso boletim. Eu o escrevi ao voltar de uma conferência sobre missões presidida por George Verwer, presidente da Operação Mobilização. No evento ele disse como seu coração pesava pelo imenso número de jovens que sonhavam em obedecer completamente a Jesus, mas que acabavam se perdendo na inutilidade da prosperidade americana. A sensação constante de culpa e indignidade por causa de erros sexuais dava lugar, pouco a pouco, à falta de poder espiritual e ao beco sem saída da segurança e conforto da classe média.

Em outras palavras, o que George Verwer considerava trágico – e eu também considero – é que tantos jovens abandonem a causa da missão de Cristo porque ninguém lhes ensinou como lidar com a culpa que se segue ao pecado sexual. O problema vai além de não cair; a questão é como lidar com a queda para que ela não leve toda uma vida para o desperdício da mediocridade. A grande tragédia não são práticas como a masturbação ou a fornicação, e nem a pornografia. A tragédia é que Satanás usa a culpa decorrente desses pecados para extirpar todo sonho radical que a pessoa teve ou poderia vir a ter. Em vez disso, o diabo oferece uma vida feliz, certa e segura, com prazeres superficiais, até que a pessoa morra em sua cadeira de balanço, em um chalé à beira de um lago.

Hoje de manhã mesmo, Satanás pegou seu encontro das duas da manhã – seja na televisão ou na cama – e lhe disse: “Viu? Você é um derrotado. O melhor é nem adorar a Deus. Você jamais conseguirá fazer um compromisso sério para entregar sua vida a Jesus Cristo! É melhor arrumar um bom emprego, comprar uma televisão de tela plana bem grande e assistir o máximo de filmes pornográficos que agüentar”. Portanto, é preciso tirar essa arma da mão dele. Sim, claro que quero que você tenha a coragem maravilhosa de parar de percorrer os canais de televisão. Porém, mais cedo ou mais tarde, seja nesse pecado ou em outro, você vai cair. Quero ajudá-lo a lidar com a culpa e o fracasso, para que Satanás não os use para produzir mais uma vida desperdiçada.

Cristo realizou uma obra na história, antes de existirmos, que conquistou e garantiu nosso resgate e a transformação de todos que confiarem nele. A característica distintiva e crucial da salvação cristã é que seu autor, Jesus, a realizou por completo fora de nós, sem nossa ajuda. Quando colocamos nele a fé, nada acrescentamos à suficiência do que fez ao cobrir nossos pecados e alcançar a justiça que é considerada nossa. Os versículos bíblicos que apontam isso com mais clareza estão na epístola de Paulo aos Colossenses 2.13-14: “Quando vocês estavam mortos em pecados e na incircuncisão da sua carne, Deus os vivificou com Cristo. Ele nos perdoou todas as transgressões e cancelou o escrito de dívida, que consistia em ordenanças, e que nos era contrária. Ele a removeu, pregando-a na cruz”.

É preciso pensar bem nisso para entender plenamente a mais gloriosa de todas as verdades: Deus pegou o registro de todos os seus pecados – todos os erros de natureza sexual – que deixavam você exposto à ira. Em vez de esfregar o registro em seu rosto e usá-lo como prova para mandar você para o inferno, Deus o colocou na mão de Seu filho e pregou na Cruz. E quem são aqueles cujos pecados foram punidos na cruz? Todos que desistem de tentar salvar a si mesmos e confiam apenas em Cristo. E quem assumiu essa punição? Jesus. Essa substituição foi a chave para a nossa salvação.

Alguma vez você já parou para pensar no que significa Colossenses 2.15? Logo depois de afirmar que Deus pregou na cruz o registro de nossa dívida, Paulo escreve que o Senhor, “tendo despojado os poderes e as autoridades, fez deles um espetáculo público, triunfando sobre eles na cruz”. Ele se refere ao diabo e seus exércitos de demônios. Mas como são desarmados? Como são derrotados? Eles possuem muitas armas, mas perdem a única que pode nos condenar – a arma do pecado não perdoado. Deus pregou nossas culpas na cruz. Logo, houve punição por elas – então, seus efeitos acabaram! O problema é que muitos percebem tão pouco da beleza de Cristo na salvação que o Evangelho lhes parece apenas uma licença para pecar. Se tudo que você enxerga na cruz de Jesus é um salvo-conduto para continuar pecando, então você não possui a fé que salva. Precisa se prostrar e implorar a Deus para abrir seus olhos para ver a atraente glória de Jesus Cristo.

Culpa corajosa – A fé que salva recebe Jesus como Salvador e Senhor e faz dele o maior tesouro da vida. Essa fé lutará contra qualquer coisa que se coloque entre o indivíduo salvo e Cristo. Sua marca característica não é a perfeição, nem a ausência de pecados. Quem enxerga na cruz uma licença para continuar pecando não possui a fé que salva. A marca da fé é a luta contra o pecado. A justificação se relaciona estreitamente com a obra de Deus pregando nossos pecados na cruz. Justificação é o ato pelo qual o Senhor nos declara não apenas perdoados por causa da obra de Cristo, mas também justos mediante ela. Cristo levou nosso castigo e realiza nossa retidão. Quando o recebemos como Salvador e Senhor, todo o castigo que ele sofreu, e toda sua retidão, são computados como nossos. E essa justificação vence o pecado.

Possuímos uma arma poderosa para combater o diabo quando sabemos que o castigo por nossas transgressões foi integralmente cumprido em Cristo. Devemos nos apegar com força a essa verdade, usando-a quando o inimigo nos acusar pelas nossas faltas. O texto de Miquéias 7.8-9 apresenta o que devemos lhe dizer quando ele zombar de nossa aparente derrota: “Não te alegres a meu respeito; ainda que eu tenha caído, levantar-me-ei (…) Sofrerei a ira do Senhor, porque pequei contra ele, até que julgue a minha causa e execute o meu direito”. É uma espécie de “culpa corajosa” – o crente admite que errou e que Deus está tratando seriamente com ele. Mas, mesmo em disciplina, não se afasta da bendita verdade de que tem o Senhor ao seu lado!

Há vitória na manhã seguinte ao fracasso! Precisamos aprender a responder ao diabo ou a qualquer um que nos diga que o Senhor não poderá nos usar porque pecamos. “Ainda que eu tenha caído, levantar-me-ei”, frisou o profeta. “Embora eu esteja morando nas trevas, o Senhor será a minha luz.” Sim, podemos estar nas trevas da iniqüidade; podemos sentir culpa, porque somos, realmente, culpados pelo nosso pecado. Mas isso não é toda a verdade sobre o nosso Deus. O mesmo Deus que faz nossa escuridão é a luz que nos apóia em meio às trevas. O Senhor não nos abandonará; antes, defenderá a nossa causa.

Quando aprendermos a lidar com a culpa oriunda de nossos erros com esse tipo de ousadia em quebrantamento, fundamentados na justificação pela fé e na expiação substitutiva que Cristo promoveu por nós, seremos não apenas mais resistentes ao diabo como cometeremos menos falhas contra o Senhor. E, acima de tudo, Satanás não será capaz de destruir nosso sonho de viver uma vida em obediência radical a Jesus e de serviço à sua obra.

John Piper é escritor e pastor da Bethlehem
Baptist Church, em Minneapolis (EUA)

Fonte: Revista Cristianismo Hoje
http://cristianismohoje.com.br

Indignação: dever cívico e cristão


Alderi Souza de Matos

Estamos acostumados a pensar na indignação como um sentimento negativo. Certamente ela pode ter essa conotação, como a própria Escritura aponta em diversas passagens. O apóstolo Paulo, ao falar de algumas atitudes que os cristãos deviam abandonar, começa a lista mencionando a ira, a indignação e a maldade (Cl 3.8). É claro que aqui o termo significa desejar o mal para outra pessoa, sentir ódio, e nesse sentido só pode ser algo condenável. Em outros textos, porém, a palavra adquire um sentido positivo, indicando uma reação de inconformidade e de repúdio ao mal, ao erro, à injustiça. Um dos provérbios de Salomão afirma: “Os que desamparam a lei louvam o perverso, mas os que guardam a lei se indignam contra ele” (Pv 28.4). O próprio Jesus teve esse sentimento em algumas ocasiões (Mc 3.5; 10.14).

Corretamente entendida, a indignação pode ser uma atitude não apenas aceitável, mas absolutamente necessária para que certas situações sejam transformadas. Sentir indignação significa reagir diante do mal, não ficar passivo e indiferente, protestar ativamente contra aquilo que atenta contra a verdade, contra a justiça, contra a dignidade humana. Esse é um sentimento que infelizmente tem faltado aos brasileiros, em especial a muitos cristãos. Vivemos num país marcado por clamorosas distorções, por horrendas deturpações em nossa vida nacional... e ficamos calados. Com o nosso silêncio, contribuímos para que o mal se perpetue, aumente e pareça normal. Existem algumas áreas em que devemos mostrar o nosso protesto vigoroso, e também a nossa disposição de dar uma contribuição positiva, de oferecer alternativas melhores.

Sociedade e cultura
Ao lado de muitas coisas apreciáveis, a nação brasileira possui elementos de grande malignidade, que deveriam despertar a indignação de todos, a começar dos cristãos. O nível de violência de nossa sociedade é inaceitável para um país que se diz civilizado, uma “potência emergente”. A criminalidade é um câncer que corrói o tecido social, gerando destruição, desespero, um senso permanente de medo e ansiedade. A periculosidade do trânsito em nossas ruas e estradas é sabidamente uma das maiores do mundo. Devido a esses males, todos os anos milhares de pessoas, a maior parte jovens, perdem a vida, deixando famílias destroçadas pela dor e imensos prejuízos para o país. O desrespeito pela vida humana no Brasil também assume outras formas, como as condições aviltantes em que vivem milhões de pessoas e a lamentável situação de boa parcela dos serviços de saúde pública. No entanto, o fatalismo amortece as consciências e pouco se faz para mudar tais situações.

Precisamos protestar e clamar contras essas indignidades de maneira vigorosa e ao mesmo tempo inteligente e criativa. Um belo exemplo desse tipo de iniciativa é o movimento Rio de Paz, da Igreja Presbiteriana da Barra da Tijuca, pastoreada pelo Rev. Antônio Carlos Costa, que por meio de ações silenciosas, mas de grande dramaticidade (como colocar milhares de cruzes numa praia), procura sensibilizar governantes e opinião pública para os números da violência no Brasil. Todos nós podemos fazer telefonemas, enviar e-mails, contatar os nossos representantes, apelando contra a impunidade, reivindicando leis mais rigorosas, exigindo maior responsabilidade e eficiência das autoridades.

Política e governo
Outra área em que ocorrem chocantes deformações da vida nacional brasileira é o setor político. Diariamente, nos noticiários, somos obrigados a assistir ao espetáculo deprimente dos órgãos legislativos com suas CPIs ineficazes, com seus conselhos de ética coniventes com o erro, com seus deputados e senadores sob permanente suspeita de irregularidades. São nossos representantes, são pagos com os nossos impostos, mas muitos deles estão mais interessados em defender as suas agendas pessoais, os seus mesquinhos interesses paroquiais e partidários. Quanto ao executivo federal, é dirigido por um líder que gosta de exaltar as virtudes da democracia, mas tolera ações ilícitas de movimentos de esquerda, prestigia governantes estrangeiros que violam direitos humanos e, em nome do questionável conceito de “governabilidade”, adula partidos e políticos conhecidos por sua falta de integridade moral.

Onde está a nossa indignação contra tal estado de coisas? Seria maravilhoso se o povo brasileiro demonstrasse nesse âmbito o mesmo entusiasmo que tem, por exemplo, pelos esportes. Muitos fazem tudo pelo seu time preferido, até cometem desatinos, mas onde está a torcida organizada a favor do Brasil, onde estão aqueles que vestem a camisa do patriotismo, da defesa da lei e da ordem, a começar pelas altas esferas do poder? Precisamos nos mobilizar, mostrar a nossa insatisfação, a nossa divergência do que está ocorrendo, sair do marasmo, da passividade cúmplice, pelo voto responsável, pela cobrança de coerência, de resultados, de ações moralizadoras. A experiência tem demonstrado que, quando as pessoas se mobilizam e reivindicam, os mandatários respondem.

A própria carne
Os cristãos em geral e os evangélicos em particular não terão autoridade moral para clamar contra essas aberrações da vida brasileira, não poderão ser a “consciência do Estado”, se não tomarem providências, ao mesmo tempo, para pôr em ordem a sua própria casa. Em décadas passadas, a imagem dos crentes era positiva. Embora considerados um tanto esquisitos, chamavam a atenção pelo estilo de vida simples, pela integridade pessoal, pela rigorosa honestidade. Hoje, teologias deturpadoras do evangelho geram uma cultura religiosa triunfalista que anestesia as pessoas e as torna incapazes de ver os seus próprios erros. Os líderes recebem dos seus fiéis carta branca para fazerem o que desejam sem ser questionados ou criticados. Quando ocorre alguma denúncia, por mais fundamentada que seja, é interpretada como perseguição, ataque do “inimigo” e desrespeito pelo servo do Senhor.

Com isso, as igrejas evangélicas deixaram há muito tempo de ser sal e luz na sociedade brasileira. São percebidas como mais um segmento a lutar pelo próprio sucesso, pela defesa de seus interesses corporativos, e não pelo bem da coletividade. Os evangélicos conscienciosos são desafiados a clamar contra os pecados da igreja brasileira, sua rendição aos valores da sociedade materialista, seu afastamento dos preceitos de Cristo. Eles precisam se levantar e bradar contra os erros de seus dirigentes, contra as mensagens falsas e demagógicas de seus pregadores televisivos, e dizer-lhes que terão de prestar constas de seus atos às pessoas e a Deus.

Conclusão
É compreensível o sentimento de impotência e desalento que toma conta de muitos brasileiros de boa vontade, inclusive nas nossas igrejas, diante de vícios tão antigos, poderosos e arraigados que existem em nossa sociedade. Tem-se a impressão de que será impossível extirpá-los do nosso meio. No entanto, a experiência de outros povos mostra que não precisa ser assim. Na Inglaterra do século 18, a indignação e as ações concretas de muitos líderes cristãos, como o político William Wilberforce, contribuíram para o fim do tráfego de escravos e a eliminação do trabalho infantil. Nos Estados Unidos, já no século 20, o protesto do pastor Martin Luther King iniciou o vigoroso movimento que resultou no fim da segregação racial. Mesmo quando os esforços dos cristãos terminam em aparente derrota, como no caso de Dietrich Bonhoeffer, que foi morto por conspirar contra o diabólico regime de Hitler, seu exemplo e testemunho inspiram muitas pessoas a lutar pelo bem. Fiquemos indignados de maneira correta, pelos motivos corretos -- é nosso dever como cristãos e como cidadãos.


• Alderi Souza de Matos é doutor em história da igreja pela Universidade de Boston e historiador oficial da Igreja Presbiteriana do Brasil. É autor de A Caminhada Cristã na História e “Os Pioneiros Presbiterianos do Brasil”.
asdm@mackenzie.com.br

Fonte: Revista Ultimato